Foste,
Partiste... tu e nossos corações partidos ficaram
Agora que fazemos se a dor da tua ausência ficou?
Levastes a paz e a tranquilidade das nossas vidas,
mas deixaste-nos a saudade da felicidade de te ter conhecido.
A quem dar agora o carinho do nosso colo?
Oh! dor que latejas nossas almas,
Parte, vai e traz-nos de volta aquele que amamos e partiu.
Um grito pode ser de alegria, de vitória, de euforia, de derrota, de medo, de horror, de revolta, de espanto, de admiração... Em voz alta, silencioso, calado, resignado, sufocado, amordaçado... Um grito pode ser tudo, o grito é nada.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
DORME AGORA, É SÓ O VENTO LÁ FORA...
Foste a mais pequena petála, o mais pequeno botão que caiu da nossa roseira. Dezasseis, dezasseis longos anos separam e medem a nossa saudade. Ainda agora sentimos em nossos braços o calor do teu corpo quando embalado, nos meus ouvidos ainda ecoa a última canção que a avó cantou para ti enquanto te aninhavas no seu colo e procuravas o conforto que pouco a pouco a doença te roubava.
Partiste com o luar e antes de permitires que os raios de sol mais uma vez, radiantes zombassem da tua dor, como sofrestes, só quem acompanhou a tua doença sentiu a tua dor. Depois de tantos anos, foi como se não partisses, mas antes parasses de crescer. Continuas e sempre continuarás a ser o nosso menino, ainda hoje a avó me dizia ao telefone "faz hoje dezasseis anos que o nosso menino foi para o céu", "...o nosso menino..." . Ainda hoje a tua ausência embarga-me a voz, comove-me e raras vezes não me leva às lágrimas. Raros são os dias em que pelo menos um pensamento meu não voa até ti.
Porquê? Porquê? A eterna pergunta que sempre nos vai atormentar, porquê partir aos oito anos? porquê sofrer daquela forma? Que Deus é este que permite que isto aconteça, que uma criança sofra tanto e depois parta assim com tanta dor? Que mal poderias ter feito para tal castigo? Não sei, depois de todo este tempo continuo sem resposta, e nada pode apagar a tua ausência. Foi um longo periodo de dor, ficamos impávidos a assistir dia após dia a doença pouco a pouco, qual tirano, a roubar-te de nós, dos que te amavamos e sem nada podermos fazer, essa doía mais do que a dor da certeza que te iriamos perder.
Por fim, o tão odioso momento chegou, aquela fatídica noite arrasou nossas vidas e nossos corações, de todo esse longo dia duas coisas me ficaram, de repente o céu parecia que chorava também, o sol sumiu e caiu a chuva que mais forte que fosse, não me lembro de a ter sentido, tinha o corpo dormente e nada mais importava e a outra que mais me impressionou foi que por fim a expressão de dor que nos últimos tempos ocupou o teu rosto, desapareceu, e por fim voltou uma expressão de serenidade, alivio e felicidade ao teu rosto que ainda hoje consigo ver como o vi no próprio dia, era como se quisesses dizer "por fim paz".
Onde quer que estejas, quero que saibas que ainda vives e sempre viverás nos nossos corações, descansa em paz "meu menino".
Partiste com o luar e antes de permitires que os raios de sol mais uma vez, radiantes zombassem da tua dor, como sofrestes, só quem acompanhou a tua doença sentiu a tua dor. Depois de tantos anos, foi como se não partisses, mas antes parasses de crescer. Continuas e sempre continuarás a ser o nosso menino, ainda hoje a avó me dizia ao telefone "faz hoje dezasseis anos que o nosso menino foi para o céu", "...o nosso menino..." . Ainda hoje a tua ausência embarga-me a voz, comove-me e raras vezes não me leva às lágrimas. Raros são os dias em que pelo menos um pensamento meu não voa até ti.
Porquê? Porquê? A eterna pergunta que sempre nos vai atormentar, porquê partir aos oito anos? porquê sofrer daquela forma? Que Deus é este que permite que isto aconteça, que uma criança sofra tanto e depois parta assim com tanta dor? Que mal poderias ter feito para tal castigo? Não sei, depois de todo este tempo continuo sem resposta, e nada pode apagar a tua ausência. Foi um longo periodo de dor, ficamos impávidos a assistir dia após dia a doença pouco a pouco, qual tirano, a roubar-te de nós, dos que te amavamos e sem nada podermos fazer, essa doía mais do que a dor da certeza que te iriamos perder.
Por fim, o tão odioso momento chegou, aquela fatídica noite arrasou nossas vidas e nossos corações, de todo esse longo dia duas coisas me ficaram, de repente o céu parecia que chorava também, o sol sumiu e caiu a chuva que mais forte que fosse, não me lembro de a ter sentido, tinha o corpo dormente e nada mais importava e a outra que mais me impressionou foi que por fim a expressão de dor que nos últimos tempos ocupou o teu rosto, desapareceu, e por fim voltou uma expressão de serenidade, alivio e felicidade ao teu rosto que ainda hoje consigo ver como o vi no próprio dia, era como se quisesses dizer "por fim paz".
Onde quer que estejas, quero que saibas que ainda vives e sempre viverás nos nossos corações, descansa em paz "meu menino".
domingo, 5 de abril de 2009
REPUBLICANO, SOCIALISTA E CATÓLICO
Podemos falar de tudo e de nada, podemos viver ou não viver, para tudo nas nossas vidas temos alternativas, a nós só nos cabe procurar quem somos, buscar bem lá no fundo do nosso ser e encontrar o nosso caminho, ou não fosse cada ser humano um oceano de sentimentos e de sensações único.
É sempre mais fácil seguir os outros, ir por onde os outros vão, por certo é mais seguro, mais confortável, mas, dificilmente nos encontraremos no meio do comodismo, do seguidismo. Pensar que podemos ser felizes e realizados deixando os outros tomarem as nossas decisões, trilharem o nosso caminho. Será que também vamos deixar os outros viverem a nossa vida? Claro que não, isso é intromissão é invadir a nossa privacidade, a nossa liberdade... Então porque deixar os outros tomarem as decisões por nós? Sei que tem as suas vantagens, se as coisas correm bem, tudo bem, se correm mal é mais fácil apontar os culpados "foram eles", a crise está aí, a culpa é dos governantes, dos bancos, dos capitalistas, e nós? que fizemos nós para evitar tudo isto? Porque não fomos na rua gritar manifestarmo-nos contra isto que se passava na frente dos nossos olhos, "Oh! que chatice, os outros que reclamem", porque não fomos votar nas eleições se achavamos que as politicas do partido que ia ganhar era errada? preferimos dormir a manhã na cama, ir à tarde no shoping, os outros que vão votar, o meu voto nada vai mudar, errado, porque são muitos votos a pensar assim e que fariam toda a diferença.
São uns corruptos, uns bandidos, mas sempre que temos a oportunidade de enganar o estado, de fazer valer uma "cunhazita" lá estamos na primeira fila. Será que assim contribuimos para melhorar as coisas? É claro que não, vamos começar já hoje a fazer a nossa parte na sociedade, no mundo em que vivemos, vamos ser interventivos, responsáveis, exigir os nossos direitos, mas também cumprir os nossos deveres civicos. Participar mais na vida politica e assim exigir mais e melhor dos nossos governantes e politicos. Acho que chegou a altura de mudar as mentalidades e mostrar aos politicos que estamos mais atentos, mais exigentes e vigilantes. Vamos já nas próximas eleições votar maciçamente, não deixemos mais que os outros decidam por nós, posso ir por ali ou por aqui, mas vou por onde eu escolher.
E já agora sou republicano, socialista e católico. Que ninguém tenha vergonha de assumir o que é, o que acredita e o que pensa.
A democracia tem muitos defeitos, mas não encontro outro sistema melhor, parafraseando o grande Kennedy "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que tu podes fazer pelo teu país", é participando que vamos mantendo e ajudando a manter a democracia viva. Por isso continuo a pensar, isto está mau, este governo cometeu erros, mas não dislumbro no horizonte quem possa fazer melhor.
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